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É Desporto

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Maren Lundby. A mulher do salto histórico é campeã olímpica

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Começou nos saltos de esqui com três anos por causa do irmão e, com 14, foi a primeira de sempre a saltar num Mundial. Agora, depois de treinar com a seleção masculina, conseguiu o título olímpico. «Quando saltamos, é como se estivéssemos a quebrar a lei da gravidade», diz. 

 

Um talento prematuro… precoce

 

É estranho conhecer a história de Maren Lundby e chegar ao fim para relembrar, no meio de textos e anotações, que a nova campeã olímpica dos saltos de esqui tem apenas 23 anos. É um facto que gera tanta confusão que nos obriga a confirmar e reconfirmar datas para perceber como é possível.

 

Spoiler: é mesmo. Maren Lundby, a medalha de ouro em PyeongChang-2018, no segundo evento olímpico com a prova feminina de saltos de esqui, é a mesma Maren Lundby que em 2009 entrou para a história da modalidade com 14 anos e cinco meses.

 

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Mas não, não foi por ser tão jovem. Foi por ter recebido o dorsal número um e, lá está, com apenas 14 anos e cinco meses, se ter tornado a primeira mulher na história a saltar num Mundial de saltos de esqui. Não foi além do 22.º lugar, com saltos de 73,5 e 59,5 metros, mas não é possível dissociar esse momento da história da modalidade.

 

Agora, nove anos depois, Maren Lundby voltou a fazer história. A atleta que começou a praticar com… três anos, porque queria imitar o irmão mais velho, confirmou a excelente temporada que está a fazer – seis vitórias em dez provas na Taça do Mundo – e arrebatou a medalha de ouro, com saltos de 105,5 e 110 metros na ronda final.

 

A diferença na preparação

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Os saltos de esqui fazem parte da vida de Maren Lundby. Ela própria não deve ter qualquer tipo de memória de vida anterior ao dia em que os saltos de esqui entraram na sua vida.

 

Pioneira na modalidade, nunca esteve no topo da classificação. Em Sochi, na edição inaugural em Jogos Olímpicos, não foi além da oitava posição. A atleta costumava treinar sozinha, o que pode ter dificultado a evolução.

 

Este ano, com PyeongChang em mente, decidiu mudar de ambiente e foi treinar com a seleção masculina. «Ajuda-me muito. Temos sempre a hipótese de aproveitar algumas soluções e perceber o que resulta melhor para nós. Consigo perceber como é que eles gerem as coisas enquanto treinam e acho que esta é a parte mais esclarecedora. Podem ensinar-me muito», contou.

 

Os resultados foram imediatos. O domínio na Taça do Mundo é esclarecedor e a meta para os Jogos Olímpicos nunca foi escondida. «Disse que queria conquistar a medalha de ouro e continua a ser essa a minha motivação», garantiu semanas antes da viagem para a Coreia do Sul.

 

A fasquia estava alta e Maren Lundby não desiludiu. «Quando saltamos, é como se estivéssemos a quebrar a lei da gravidade», costuma dizer. E a fazer história, acrescentamos.