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É Desporto

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Histórias Olímpicas de Inverno. A lista completa

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De segunda a sexta-feira, durante o último mês, juntámos várias histórias olímpicas de inverno que marcaram, de uma forma ou de outra, o passado e o presente da competição. Hoje, em dia da cerimónia de abertura, compilamo-las todas no mesmo post para servir de índice. Do sonho do luger português Hugo Alves às presenças exóticas africanas, passando por milagres e tragédias, há muito por onde escolher. Esperamos que gostem. 

 

Lista completa

1. Steven Bradbury. Bastou estar no sítio certo à hora certa

Australiano foi campeão olímpico dos 1000 metros em patinagem de velocidade em 2002 numa prova em que os outros quatro finalistas caíram na última curva. «Era o mais velho e já não tinha muita força. Senti que valia a pena ficar longe da disputa e esperar que pudesse haver alguma confusão.» 

 

2. Tonya Harding. Uma rivalidade do gelo incendiada por uma agressão 

A sede de vencer e as más companhias tornaram a competição num quase caso de vida ou morte. Patinadora arriscou tudo mas ficou sem nada depois de ter sido provado o envolvimento na agressão à sua grande rival, Nancy Kerrigan.

 

3. Philip Boit. O primeiro queniano a competir no inverno

Nunca tinha visto neve na vida e, em menos de dois anos, chegou aos Jogos Olímpicos em Nagano. Ficou em último mas tinha o campeão à espera para lhe dar os parabéns. Não foi o primeiro africano mas é visto como o pioneiro que ajudou a lançar os desportos de inverno em África.

 

4. Eric Heiden. A passagem meteórica pelos Jogos Olímpicos

Chegou, viu, venceu tudo e foi à vida dele. Com cinco títulos olímpicos e cinco recordes olímpicos em 1980, norte-americano desapareceu da patinagem de velocidade e repareceu, anos mais tarde, a disputar o Tour e o Giro. Depois disso, ainda trabalhou com as equipas de Sacramento da NBA (Kings) e WNBA (Monarchs). Como... cirurgião ortopédico. 

 

5. Dan Jansen. Nada é mau o suficiente que não possa piorar

Norte-americano era favorito nos 500 e 1000 metros na patinagem de velocidade mas a notícia de que a irmã morrera, no dia da primeira final, foi um choque que não conseguiu ultrapassar. Dan caiu nas duas provas e só conseguiu a redenção seis anos mais tarde, em Lillehammer. 

 

6. Petra Majdic. Mas quem é que precisa de costelas intactas?

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Chamam à sua história o Milagre de Vancouver, e não é um exagero. Aos 30 anos, nos seus terceiros Jogos Olímpicos, Petra Majdic conquistou finalmente uma medalha - com quatro costelas partidas e um pneumotórax.

 

7. Eddie Edwards. O «louco» que chegou aos Jogos Olímpicos

Britânico tomou a edição de inverno de Calgary, em 1988, de assalto. Sem tradição nos saltos de esqui, conquistou o carinho dos adeptos apesar da última posição. Foi o triunfo do espírito olímpico de alguém que insistiu em conseguir a qualificação e soube da notícia enquanto vivia num... hospital psiquiátrico.

 

8. Lindsey Jacobellis. Pagar caro o excesso de confiança

Tinha apenas 20 anos e estava a poucos metros de conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2006. Quis adornar o penúltimo salto na prova de snowboard e caiu. O título transformou-se em prata e o futuro foi pouco amigável: voltou a desapontar em 2010 e em 2014. Como será em 2018? 

 

9. Peggy Fleming. A mulher que recuperou o orgulho americano na patinagem artística

Tinha 12 anos quando o avião que levava a seleção de patinagem para os Mundiais de Praga caiu na Bélgica e matou 18 atletas. Sete anos depois, a norte-americana subiu ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Olímpicos de Grenoble e lançou as sementes para um novo período de glória.

 

10. Hugo Alves. O luger português que quer ir aos Jogos Olímpicos

Ficou fascinado com o luge depois de ter ido viver para o Japão em 2012. Começou a praticar, criou a federação portuguesa e agora está à porta de PyeongChang-2018. Pelo meio, deixa um recado a Seinfeld.

 

11. Pita Taufatofua. Do karaté no Rio ao cross country em PyeongChang

Nunca tinha esquiado quando decidiu ir aos Jogos Olímpicos de Inverno há pouco mais de um ano, mas isso não o impediu de se lançar numa aventura rumo à Coreia do Sul. O tonganês será o primeiro atleta na história a conjugar as duas modalidades olímpicas.

 

12. Hermann Maier. Quanto maior é a queda... maior a glória?

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Estreia nos Jogos Olímpicos foi marcada por uma queda espetacular que podia ter deixado marcas. O austríaco, habituado a contrariar o esperado, insistiu e partiu para dois títulos nos seis dias seguintes. Era o início de uma lenda.

 

13. Jim Shea. A tragédia impediu um ciclo perfeito

Jack, Jim pai e Jim filho. Num espaço de 70 anos, os três elementos da família Shea foram aos Jogos de Inverno e conquistaram um total de três títulos. Infelizmente, o avô morreu menos de um mês antes de poder ver o neto receber uma medalha de ouro. 

 

14. Lamine Guèye. Criar uma federação sozinho para cumprir um sonho

Tinha o sonho de ver neve quando foi viver para a Suíça e, mais tarde, descobriu o esqui. Senegalês, não descansou enquanto não criou uma federação, mentindo um pouco pelo caminho, que lhe permitisse chegar aos Jogos Olímpicos. A mãe achou que estava doido mas Lamine não desistiu e chegou a Sarajevo-1984 ensanduichado por americanos e soviéticos.

 

15. Vonetta Flowers. A velocista que fez história no bobsleigh

Nasceu no Alabama em 1973 e deu nas vistas no atletismo, competindo em provas de velocidade e no salto em comprimento. Mas o sucesso olímpico só aconteceu quando mudou a agulha para o bobsleigh e se tornou, em 2002, a primeira afro-americana a vencer uma medalha de ouro nos Jogos de Inverno. 

 

16. Milagre no Gelo. A medalha em jogo era outra

Num dos períodos mais quentes da Guerra Fria, os amadores do hóquei no gelo dos Estados Unidos surpreenderam o mundo e derrotaram a superfavorita União Soviética na última fase dos Jogos Olímpicos de Lake Placid-1980. O simbolismo do feito extravasou a proeza do rinque.

 

17. Mia Manganello. A pausa sabática deu resultado

Atleta esqueceu os desportos de inverno depois de falhar a qualificação para Vancouver-2010. Concentrou-se no ciclismo durante seis anos mas não resistiu ao chamamento da patinagem de velocidade. À segunda tentativa, a recompensa chegou.

 

18. Bobsleigh. A Jamaica... está de volta

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O país famoso pelos seus velocistas tornou-se uma das melhores histórias dos Jogos Olímpicos de Inverno com a participação de quatro atletas no bobsleigh em Calgary-1988. A modalidade passou a ser cada vez mais acarinhada e agora, pela primeira vez, terá duas mulheres a participar no evento ao mais alto nível. 

 

19. Irmãos Morozumi. A importância da inspiração

Yusuke e Kosuke (à esquerda e à direita na foto) estavam na primeira fila do pavilhão a ver a equipa capitaneada por Makoto Tsuruga fazer história nos Jogos Olímpicos de Nagano. Vinte anos depois, fazem parte da segunda equipa japonesa masculina a conseguir a qualificação para a prova de curling. 

 

20. Nicolas Bochatay. O homem que morreu na manhã da prova

Suíço estava a aquecer antes da final de esqui de velocidade e saiu projetado contra um limpa-neves que estava imediatamente a seguir a uma pequena colina. Atleta de 27 anos, casado e com duas crianças, teve morte imediata.

 

21. Irmãs Goitschel. Brincar ao ouro no Jogos Olímpicos

Christine e Marielle chegaram a Innsbrück em 1964 com aspirações legítimas no esqui alpino e tornaram-se a primeira dupla de irmãs na história dos Jogos Olímpicos a fazer a dobradinha, no slalom. Não satisfeitas, repetiram a façanha no slalom gigante mas com as posições invertidas. 

 

22. Wassberg vs. Mieto. A mais pequena vitória acabou em mito urbano

Sueco venceu prova de 15 quilómetros de cross country em 1980 por um centésimo de segundo e sugeriu que as medalhas de ouro e prata deviam ser partilhadas com o finlandês. O derrotado recusou e o Comité Olímpico Internacional também não achou piada mas há quem ainda ache que a ideia foi para a frente.

 

23. Príncipe Hubertus zu Hohenlohe-Langenburg. Da realeza alemã à federação de esqui do México

Fotógrafo, empresário, cantor, esquiador e príncipe. Hubertus zu Hohenlohe-Langenburg é tudo isso, e ainda fez história ao criar a Federação Mexicana de Esqui para poder competir internacionalmente. Estreou-se nas olimpíadas em Sarajevo-1984 e continuou até 2014. Se tivesse conseguido a qualificação para PeyongChang-2018, seria o atleta olímpico de inverno mais velho da história.