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É Desporto

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F1 300. O drama de Peterson na estreia de Rosberg

Lotus de Ronnie Peterson

Lotus dominou a temporada de 1978 e viu Mario Andretti tornar-se o último norte-americano a ser campeão de Fórmula 1. Na terceira corrida do ano - e 300.ª na história do Mundial de Pilotos -, na África do Sul, o triunfo foi para o outro piloto da escuderia: Ronnie Peterson. O sueco lutou pelo título mas morreu na parte final da temporada e não foi além do vice-campeonato.

 

A tradição da Suécia na Fórmula 1 não é muito forte e, na sua maior parte, é composta por pilotos-cometa, que desaparecem com a mesma rapidez que apareceram. Mas há uma grande exceção: Ronnie Peterson. O melhor piloto do país escandinavo que alguma vez passou pela Fórmula 1 disputou mais de 100 corridas, venceu dez provas e terminou o Mundial na segunda posição em 1971 e 1978.

 

À imagem de tantos outros, teve um fim trágico. No antepenúltimo Grande Prémio de 1978, em Itália (Monza), Peterson teve um acidente na primeira volta e morreu no dia seguinte no hospital, vítima de um embolismo provocado pelos ferimentos.

 

O fim foi trágico mas o início do ano foi promissor. A Lotus era mais forte e venceu na estreia, com o triunfo de Andretti na Argentina, mas a Ferrari respondeu no Brasil com o primeiro lugar de Carlos Reutemann. Ainda no hemisfério sul, mas no outro lado do Atlântico, o Grande Circo virou agulhas para a África do Sul.

 

Aí, na corrida 300 da era do Mundial de Pilotos, Ronnie Peterson mostrou o que valia pela primeira vez. Com muito drama – e sorte – à mistura. Depois de ter feito apenas o 12.º tempo mais rápido da qualificação, beneficiou de um conjunto de azares que se contagiaram entre a concorrência.

 

Niki Lauda conseguiu a pole mas teve um problema de motor. Mario Andretti saiu do segundo lugar da grelha e ficou fora dos pontos, no sétimo posto. Outras figuras como James Hunt, Patrick Tambay, Jody Scheckter, Riccardo Patrese, Gilles Villeneuve e Carlos Reutemann também não conseguiram cruzar a linha de meta, depois de terem estado no top-10.

 

Andretti, Scheckter e Patrese lideraram durante 63 das 77 voltas ao circuito mas a disputa pelo triunfo seria feita entre o francês Patrick Depailler e o sueco Ronnie Peterson, que tinham saído da sexta linha da grelha. Fiel à famosa declaração de Fernando Alonso, que confessou que, a liderar um Grande Prémio, que seja na última volta, Peterson só ultrapassou o rival nos instantes finais e cruzou a meta com menos de meio segundo de vantagem sobre Depailler.

 

Os nove pontos do triunfo fizeram com que trepasse na classificação geral até ao segundo lugar, com 11 pontos. Premonitoriamente, à frente dele só havia Mario Andretti (12). Outro destaque do Grande Prémio da África do Sul foi a estreia de um finlandês chamado Keke Rosberg, ao volante de um Theodore-Ford. Tímido na qualificação (24.º tempo em 26 pilotos que saíram para a corrida), teve um problema mecânico e desistiu após 15 voltas.