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É Desporto

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Babe Didrikson. A atleta mais completa na história do desporto?

Especial Jogos Olímpicos (Los Angeles-1932)

Babe Didrikson

Participou em jogos de exibição da Major League Baseball, era uma basquetebolista cheia de talento e conquistou um total de dez majors no golfe. Mas o primeiro momento de glória chegou nos Jogos Olímpicos de 1932, em Los Angeles, ao tornar-se a primeira – e única – atleta (mulher ou homem) a conquistar medalhas no atletismo nas variantes de corridas, saltos e lançamentos.

É uma daquelas perguntas que volta e meia aparecem em concursos de conhecimento geral: em que três categorias se dividem as provas de atletismo? A resposta correta está dada no primeiro parágrafo: corridas, saltos e lançamentos. São semelhantes o suficiente para fazer parte da mesma modalidade mas garantidamente distintas para impedir que haja quem consiga ser um atleta de excelência em todas.

Os participantes do decatlo e do heptatlo não têm tendência para ganhar individualmente – houve apenas um caso na história olímpica – e são poucos os que conseguem juntar medalhas em duas das três variantes. Os que existem, como Jesse Owens e Carl Lewis, são imortalizados como dos melhores de sempre.

Em 1932, em Los Angeles, Babe Didrikson escreveu uma página ímpar na história do desporto e dos Jogos Olímpicos. Descendente de noruegueses, com uma infância cheia de rebeldia e pouco atino nos estudos, Mildred Didrikson tornou-se uma lenda entre norte-americanos. A atleta de 21 anos ganhou a medalha de ouro nos 80 metros barreiras – com novo recorde do mundo de 11,7 segundos -, o título olímpico no lançamento do dardo e a medalha de prata no salto em altura.

Na única prova que não venceu, conseguiu forçar um desempate com Jean Shiley e só perdeu depois de a organização ter invalidado uma técnica utilizada para ultrapassar a fasquia primeiramente com a cabeça.

A glória olímpica catapultou a carreira desportiva de Babe Didrikson. O nome após casamento – Babe Zaharias – tornou-se mais conhecido e hoje continua a ser apontado como o da atleta mais completa na história do desporto. A mulher, capaz de ganhar um torneio de atletismo por equipas sem uma única colega, evidenciou-se em todas as modalidades que tentou mas foi no golfe que deixou um legado mais imponente, vencendo dez vezes os torneios mais importantes.

Em 1956, com 45 anos e apenas dois anos depois de ter vencido o US Women’s Open pela terceira vez, morreu vítima de um cancro do cólon.