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É Desporto

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Jackie Robinson. O homem que bateu a segregação para fora do estádio

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Foi o primeiro afro-americano a disputar um jogo na Major League Baseball. Contra a vontade de colegas de equipa, treinadores adversários e adeptos, mereceu a confiança do proprietário dos Brooklyn Dodgers e fez história com a camisola 42 a 15 de abril de 1947. Em nove anos de carreira, foi considerado rookie do ano, foi seis vezes All-Star, uma vez MVP da Liga Nacional e campeão em 1955. O basebol nunca mais foi o mesmo. 

Lorenzo Charles. Foi melhor a emenda que o lançamento

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Houston Cougars de Akeem Olajuwon e Clyde Drexler eram os grandes favoritos mas NC State manteve-se na luta até ao final e venceu de forma… original, no último segundo do jogo. O triplo de Dereck Whittenburg saiu demasiado curto mas Lorenzo Charles foi a tempo de corrigir a trajetória da bola e provocar o pandemónio nos festejos. 

Joe DiMaggio. A magia de quem foi casado com Marilyn Monroe

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É um dos nomes históricos associados aos Yankees e uma referência cultural famosa devido ao casamento com Marilyn Monroe. Mas o maior feito da carreira, num recorde que ainda perdura e dificilmente será batido, foi conseguir uma série de 56 jogos consecutivos com pelo menos um hit. 

Mississippi State. Nada era mais importante do que o basquetebol

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Governador fez de tudo para impedir que a equipa defrontasse um adversário com jogadores afro-americanos mas a coragem e a dedicação do presidente da universidade e do treinador foram essenciais para ludibriar o controlo e escapar a meio da noite. Mississippi State pode ter perdido com os futuros campeões (Loyola Chicago) mas deu um exemplo memorável contra o segregacionismo. Foi em 1963. 

Lou Gehrig. O Cavalo de Ferro que deu nome a uma doença

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Fez 2130 jogos consecutivos pelos New York Yankees e pelo caminho venceu seis títulos. Série impressionante só foi interrompida quando os sintomas de uma esclerose lateral amiotrófica se tornaram demasiado fortes para que pudesse continuar. Despediu-se com um discurso comovente no Yankee Stadium a 4 de julho de 1939. 

Danny Ainge. O jogador de basebol que correu para o cesto da vitória

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Faltavam sete segundos e os superfavoritos de Notre Dame pareciam ter o lugar na final regional à espera. O atual diretor geral dos Celtics, na altura profissional de basebol pelos Toronto Blue Jays, recebeu a bola, correu de um lado ao outro do campo, contornando adversários como se fossem pinos e ofereceu a vitória a BYU. 

Black Sox. O escândalo de corrupção que abalou os Estados Unidos

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Chicago White Sox eram os favoritos à conquista da World Series em 1919 mas oito jogadores deixaram-se seduzir por mafiosos e aceitaram manipular o desfecho da final contra os Cincinnati Reds. As confissões desapareceram durante o julgamento, dois anos depois, e os jogadores foram considerados inocentes, mas o recém-nomeado comissário da MLB quis dar o exemplo e baniu-os para sempre. 

Gordon Hayward. Nem todos os filmes têm finais felizes

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A campanha de Butler foi a história que encantou os Estados Unidos em 2010. Uma equipa sem tradição e sem qualquer favoritismo que foi ultrapassando obstáculos até chegar à final. A perfeição esteve ao alcance no último segundo mas o lançamento do meio-campo de Gordon Hayward não fez mais do que beijar o aro depois de bater na tabela. 

Lew Alcindor. O pragmatismo de quem queria ser Kareem Abdul-Jabbar

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A carreira universitária em UCLA foi demolidora. Venceu três títulos consecutivos, bateu recordes e até obrigou a NCAA a banir o afundanço. Mas fora do campo não conseguia entender a ignorância dos jovens de Los Angeles e sentia-se deslocado. Voltar a Nova Iorque era sempre uma lufada de ar fresco e por momentos chegou a pensar em abandonar UCLA para se transferir para Michigan. 

Nigel Mansell. Um paranóico contra tudo e contra todos

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Estreou-se em 1980 e só foi campeão em 1992, com 39 anos. Deixou o emprego e vendeu tudo o que tinha, até a casa, para financiar a carreira nos primeiros anos. Relação com colegas de equipa e donos nem sempre foi a melhor mas acabou por conseguir o que sempre quis: ser campeão e sair por cima. E numa época em que bateu recordes atrás de recordes. 

Bo Kimble. A homenagem mais comovente da March Madness

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Melhor amigo Hank Gathers morreu durante um jogo umas semanas antes do torneio universitário de 1990. Nesse momento, o colega de longa data decidiu fazer-lhe uma homenagem durante a prova: no primeiro lance livre de cada jogo, ia tentar encestar o primeiro lançamento com a mão esquerda. Nunca falhou. 

Jody Scheckter. A metamorfose do africano campeão pela Ferrari

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Era um piloto perigoso e uma fonte de acidentes nos primeiros anos na Fórmula 1 mas a experiência e os acontecimentos traumáticos provocaram uma verdadeira metamorfose na postura que tinha em pista. Sul-africano caiu no goto de Enzo Ferrari e foi, até aparecer Michael Schumacher, o último piloto a dar um título de campeão à escuderia italiana. 

Chris Webber. O maldito desconto de tempo que não existia

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Estrela dos Michigan Wolverines congelou e cometeu o erro que todos sabiam que não podia existir. Equipa perdeu final do basquetebol universitário pelo segundo ano consecutivo e poste fez tudo para apagar o momento da sua memória. Na altura, até o presidente Bill Clinton escreveu uma carta para apoiar a futura estrela da NBA. 

Jochen Rindt. As inúmeras premonições do campeão póstumo

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Nasceu na Alemanha mas competia com licença austríaca. Os pais morreram num bombardeamento na II Guerra Mundial e a vida com os avós impulsionou-o para a Fórmula 1. Durante anos queixou-se dos problemas de segurança, falando de possibilidades de morte e de funerais. Em 1970, quando liderava a corrida ao título mundial, morreu durante a qualificação do Grande Prémio de Itália. Faltavam quatro provas e acabou campeão. 

John Surtees. Se tinha rodas era para ganhar

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Foi tetracampeão de motociclismo em 500cc antes de dar o salto para a Fórmula 1. Em 1964, no quinto ano de competição, conduziu um Ferrari até ao título mundial, batendo Graham Hill por um ponto numa corrida que foi um carrossel de emoções do início ao fim. Polivalência de Surtees continua a ser recorde e dificilmente aparecerá alguém capaz de o imitar.  

Jordan vs. Ewing. Quando o intimidador virou intimidado

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Era o maior confronto da final de 1982. Patrick Ewing tinha ordem para afetar todos os lançamentos de Michael Jordan e companhia e começou o jogo com quatro goaltendings. O melhor jogador da história não se deixou afetar e deu a vitória aos North Carolina Tar Heels sobre os Georgetown Hoyas a 15 segundos do fim (63-62). 

Mike Hawthorn. O campeão de F1 perseguido pelas tragédias

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Foi o primeiro britânico a ser campeão do mundo. Começou por ser um piloto irascível mas a sucessão de tragédias tornou-o mais calculista. Em 1958, depois de conquistar o título em Marrocos, superando Stirling Moss, decidiu acabar a carreira. Morreu três meses depois num acidente de viação. 

Don Haskins. O treinador que deixou a segregação racial no cesto em 1966

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Western Texas Miners venceram o título de uma forma histórica: foram a primeira equipa a escolher um cinco inicial exclusivamente composto por jogadores afro-americanos. Numa era em que a segregação racial dominava os Estados Unidos, a iniciativa mereceu aplausos e ajudou a derrubar obstáculos, sobretudo no sul do país. 

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