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É Desporto

Figuras Olímpicas V - Pita Taufatofua

Taufatofua na cerimónia de abertura

A imagem de Taufatofua a entrar em tronco nu na cerimónia de abertura tornou-se viral mas a história que está por trás é ainda mais impressionante: trabalha com crianças sem-abrigo em Brisbane e já evitou vários suicídios. Para chegar aos Jogos Olímpicos partiu seis ossos, fez três roturas de ligamentos, andou três meses de cadeira de rodas, um ano e meio de canadianas e passou centenas de horas em fisioterapia. «Valeu a pena», garante. 

Figuras Olímpicas IV - Nikki Hamblin

Nikky Hamblin com Abbey D'Agostino

Nasceu em Inglaterra, corre pela Nova Zelândia e agora é elogiada em todo o mundo. Ganhou o prémio internacional de fair-play pelo episódio em que recusou deixar Abbey D'Agostino para trás na eliminatória dos 5000 metros depois de ambas terem caído. A dupla é uma das histórias mais fortes do Rio de Janeiro. 

Figuras Olímpicas II - Isaquias Queiroz

Isaquias Queiroz venceu três medalhas/MINISTÉRIO DO ESPORTE

Isaquias teve uma infância atribulada: os médicos disseram-lhe que ia morrer aos três anos, foi raptado e perdeu um rim depois de cair de uma árvore. O canoísta resistiu a tudo e no Rio de Janeiro, com 22 anos, tornou-se o primeiro atleta brasileiro a vencer três medalhas na mesma edição de uns Jogos Olímpicos. 

O balanço possível de Portugal nos Jogos Olímpicos

Telma Monteiro

Portugal sai do Rio de Janeiro com uma medalha de bronze e mais dez classificações de finalistas que valeram diploma olímpico. De acordo com as contas que o Comité Olímpico nacional faz a cada quatro anos, os Jogos de 2016 tiveram a segunda maior pontuação de sempre (41 pontos, apenas atrás dos 44 de Atenas). Mas será correto dizer que foi também a segunda melhor de sempre? 

Yohann Diniz. Um francês traído pelo fado lusitano

Yohann Diniz nos 50 km marcha

Chegou a ter quase dois minutos de vantagem nos 50 quilómetros marcha mas não conseguiu superar o que lhe estava reservado: já depois de um descontrolo intestinal evidente, parou durante um minuto. Voltou à prova no grupo da frente até cair desamparado. Estava desidratado, sem força, e numa condição debilitadíssima. Não quis parar: o neto de português, que em 2014 foi campeão europeu com a bandeira portuguesa na mão, superou todos os limites (até os saudáveis) e terminou a prova no sétimo lugar.