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É Desporto

Jordan Spieth. O regresso à ribalta

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Norte-americano de 23 anos conquistou o terceiro major da carreira. O último dia do British Open chegou a assustar mas com dois birdies e um eagle consecutivos, Spieth partiu confiante para a vitória. O ano em que tomou o golfe mundial de assalto, em 2015, já lá vai, mas o texano parece estar pronto para reassumir uma posição na ribalta.

 

Uma estrela no Masters em 2015

*adaptado da publicação de abril de 2015 no jornal i

 

«Não tem fraquezas. Não abusa da força em campo e joga bem estrategicamente. Faz todas as pancadas de forma apropriada. E tem a capacidade de se concentrar e o discernimento necessárioquando a pressão aumenta. Faz com que se exiba ao melhor nível nessa altura.»

 

Os elogios de Phil Mickelson, veterano do circuito PGA e um dos segundos classificados no Masters 2015, o primeiro major ganho por Jordan Spieth, não deixam muito por dizer. Jordan Spieth era, aos 21 anos, um fenómeno. Depois de baquear na última ronda em 2014 – ficou em segundo a três pancadas de Bubba Watson -, o golfista da Universidade do Texas voltou mais forte e teve quatro dias a roçar a perfeição: 28 birdies, oito bogeys e um duplo bogey nos 72 buracos num balanço final de 18 pancadas abaixo do par. Mickelson e Justin Rose ficaram a quatro do campeão.

 

«Este é possivelmente o melhor dia da minha vida. Entrar para a história do Masters, inscrever o meu nome no troféu e poder vestir este casaco verde para sempre é algo que não consigo assimilar agora», expressou há dois anos. De facto, tinham sido quatro dias de uma longa montanha-russa com um final feliz. E recordes, muitos recordes.

 

Está com um bom fôlego? Então prepare-se. Spieth foi o mais novo de sempre a partir para o segundo dia na liderança. Spieth tinha a melhor marca da história após 36 buracos (-14). Spieth tinha o melhor resultado após 56 buracos (-16). Spieth conseguiu o melhor resultado parcial de sempre (-19). Spieth bateu o recorde de birdies num evento (28). Spieth é o mais novo de sempre a liderar a prova do primeiro ao último dia. Spieth igualou o melhor resultado final do Masters (-18), conseguido por Tiger Woods em 1997.

 

O antigo golfista Nick Faldo – tricampeão em Augusta – resumiu o estado de espírito geral na transmissão da CBS: «A América queria uma superestrela e apareceu uma muito depressa.» Jordan deixou os norte-americanos em particular e o mundo do golfe em geral a sonhar com um novo Tiger Woods. Os dois são agora os mais jovens de sempre a vencer o Masters, com cinco meses de diferença mas ambos na casa dos 21 anos. E as comparações não se ficam por aí.

 

Tiger Woods transformou-se num fenómeno ainda jovem. Com dois anos apareceu no programa de Bob Hope a exibir algumas pancadas, incentivado pelo pai, um antigo jogador de basebol da universidade que jogava golfe nos tempos livres. Com Spieth, a paixão nasceu de forma semelhante, mas porque os pais queriam ocupar o filho de 18 meses enquanto se preparavam para o nascimento de outro. Compraram-lhe um saco de tacos de plástico, Jordan pegou na deixa e nunca mais desviou caminho.

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A paixão era imparável. Spieth cortava a relva em casa o mais curta possível para poder simular as pancadas no putt, faltava às aulas para assistir às primeiras rondas de Tiger Woods em Augusta e com 12 anos não teve rodeios para admitir o seu grande objetivo ao treinador Cameron McCormick: «Chegar ao Masters e vencer.» A determinação juntou-se ao talento inato e o resultado fez-se sentir esta época. Ainda assim, foi demasiado tarde para a irmã mais nova, Ellie, que sofre de um problema neurológico e está no espectro do autismo. «É a maior fã e ao telefone pergunta-lhe sempre se ganhou. Já está farta de segundos lugares», confessa o pai, Shawn.

 

O terceiro título da carreira de Jordan Spieth chegou no Masters e com estrondo. O golfista que era quarto do ranking mundial subiu ao segundo lugar na segunda-feira seguinte e pela primeira vez a tabela foi liderada por dois atletas com menos de 25 anos – Rory McIlroy é o líder. O público adivinha uma grande rivalidade com o norte-irlandês mas Spieth não alinha. «Ele tem quatro majors. É algo com que eu ainda só consigo sonhar. Não sei se se pode falar de uma rivalidade neste momento», atira.

 

O bom momento de Spieth não se ficou por aí. Apenas uns meses depois, voltou a fazer a diferença num campo de golfe e venceu o segundo major da carreira, no US Open, somando mais um segundo lugar, daqueles que a irmão não tolera, no PGA Championship, o último major da temporada.

 

Depois, entrou num hiato. Sentiu a pressão, falhou diversos cuts em torneios mais importantes e nos majors seguintes só por uma vez esteve perto do triunfo, quando foi segundo no Masters de Augusta de 2016. Este fim-de-semana, Spieth escreveu novo capítulo na história. Ganhou o terceiro major da carreira, no British Open, e já só está a um de McIlroy – quarto este fim-de-semana.

 

O futuro continua por escrever. Em 2015, Jordan Spieth tornou-se o primeiro golfista do Texas a vencer o Masters desde Ben Crenshaw, em 1995. E fê-lo logo na edição de despedida do seu mentor. Spieth e o caddie Michael Greller, sem o qual garante que não conseguiria concretizar o sonho, têm uma relação muito próxima com Crenshaw e o caddie Carl Jackson. Nas palavras de Greller, «estar com ele [Jackson] é como estar sentado ao lado do Michael Jordan antes da final da NBA».

 

Uma pequena diferença é que, apesar da tradição da família, Jordan Spieth não vai querer mudar de vida para testar a sorte no basebol. Mais não seja porque perdeu os dois dentes da frente ao tentar apanhar uma bola num jogo dos Texas Rangers quando tinha quatro anos.

RPS

A seleção inglesa é uma falácia?

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Olhamos para os ingleses sempre como favoritos desde 1966. O olhar mantém-se em 2017, imperturbável. O que fez esta gente desde então? Pouco. A Inglaterra venceu agora o Mundial sub-20 e o Torneio de Toulon, e perdeu a final do Europeu sub-17. Está por aí uma geração de ouro? Vem aí talento? Talvez sim, talvez não. Talvez seja indiferente e sejam engolidos pela piscina de dinheiro que é a Premier League... 

 

 

O que é feito do nosso Parma?

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Esta é a história de um grande que nunca o foi, com quatro canecos europeus nos idos anos 90, que caiu para a quarta divisão. Os cofres estavam cheios de pó e lengalengas mal contadas. Em duas épocas, garantiu a subida à Serie B. Com outro nome e comprado por chineses, o Parma Calcio 1913 procura reinventar-se. Quem sabe um dia os Brolin, Asprilla e Stoichkov voltem para vestir aquele pijama azul e amarelo divino.

 

 

Phil Jackson. O homem sem dedos para tantos anéis deixou de ter mãos para os Knicks

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Foi campeão duas vezes como jogador e onze como treinador. Passagem para os escritórios em Nova Iorque foi feita em 2014 e desde então somou fracassos. O Zen Master perdeu a paciência com Porzingis – o grande legado que deixa aos Knicks – e os proprietários sentiram que era hora de terminar a ligação. Sem glória e como um velho teimoso. 

 

 

Não devíamos mas precisamos do Sporting. E do Benfica e do FC Porto

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Sucesso do Sporting no futebol feminino e regresso do voleibol masculino a Alvalade são boas notícias que dão mais projeção aos respetivos campeonatos mas, enquanto país, deveríamos ser capazes de mostrar interesse por patinhos-feios mesmo quando não há um dos três clubes mais populares envolvido.

 

 

Warriors vs. Cavs. Dois caminhos para construir uma superequipa

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A terceira edição consecutiva de uma final entre Golden State e Cleveland estava anunciada desde o início da época e a falta de competitividade em cada conferência lançou a discussão sobre o método como as duas equipas aproveitaram as regras para formar superequipas. A forma como foram construídas, no entanto, tem várias diferenças.